História do Cooperativismo

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"Algumas das melhores ideias da humanidade surgiram em momentos difíceis."

O cooperativismo surgiu como resposta de trabalhadores — principalmente tecelões — ao desemprego e aos baixos salários na Europa do pós-Revolução Industrial. No Brasil, a cultura da cooperação é observada desde a época da colonização portuguesa, embora o movimento cooperativista organizado só tenha começado décadas depois.

1844 — Rochdale, Inglaterra
Primeiros passos
28 trabalhadores criaram seu próprio armazém: comprar alimentos em grande quantidade, para conseguir preços melhores. Nascia a "Sociedade dos Probos de Rochdale" — a primeira cooperativa moderna, fundamentada na honestidade, na solidariedade, na equidade e na transparência. Quatro anos depois já tinha 140 membros; em 1856, chegou a 3.450 sócios, com capital social de 152 mil libras.
1889 — Ouro Preto, MG
À brasileira
O cooperativismo organizado no Brasil começa oficialmente com a Cooperativa Econômica dos Funcionários Públicos de Ouro Preto, focada no consumo de produtos agrícolas.
1902 — Nova Petrópolis, RS
A mais antiga em atividade
O padre suíço Theodor Amstad funda a primeira cooperativa de crédito brasileira — a Sicredi Pioneira, que continua até hoje em atividade.
A partir de 1906
Primeiro ciclo
Surgem as cooperativas agropecuárias, idealizadas por produtores rurais e imigrantes de origem alemã e italiana. As cooperativas se expandem de forma autônoma, voltadas a suprir as necessidades dos próprios membros e livrá-los da dependência dos especuladores — numa época com pouca informação difundida sobre o tema.
1969/1970
Marco histórico
Em 2 de dezembro de 1969, o cooperativismo ganha sua própria entidade de representação: a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), registrada em cartório em 1970 — sociedade civil e sem fins lucrativos, com neutralidade política e religiosa.
1971 e 1988
Marco legal
A Lei 5.764/71 disciplina a criação de cooperativas no país. Já a Constituição de 1988 proíbe a interferência estatal nas associações, dando início efetivo à autogestão do cooperativismo.
1995
Reconhecimento internacional
Roberto Rodrigues, ex-presidente da OCB, é eleito o primeiro não europeu a presidir a Aliança Cooperativista Internacional (ACI).
1998
Reforço para a educação cooperativista
Criação do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) — a mais nova instituição do Sistema "S", responsável pelo ensino, formação profissional, organização e promoção social dos trabalhadores.
2005
Representação sindical para cooperativas
Completa-se o Sistema OCB com a criação da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), que defende os interesses da categoria econômica, coordenando o Sistema Sindical Cooperativista.

O que vem por aí

O cooperativismo brasileiro enfrenta hoje o desafio de ser reconhecido pela sociedade por sua integridade, competitividade e capacidade de trazer alegria para as pessoas.